Top 5: Os mais duros na história dos Bulls.

Há muito que Chicago é conhecida pela sua mentalidade do “antes partir do que torcer” e idolatrou os atletas que incorporaram o mesmo espírito.

Ao longo de sua história, Chicago idolatrou jogadores que, embora talvez não sejam os mais talentosos, esforçaram-se ao máximo e foram considerados “duros“. Eles lutavam noite após noite, muitas vezes superando deficiências de habilidade com pura coragem.

No entanto, a tenacidade não é apenas uma característica dos jogadores, mas também pode incorporar uma equipa, como foi o caso dos Bulls nos anos 90 – principalmente pelas suas batalhas épicas com os New York Knicks.

A resistência também é aparentemente uma característica importante para o novo treinador Jim Boylen. Quando foi elevado à posição a 3 de Dezembro de 2018, para substituir Fred Hoiberg, tornou-se um ponto de ênfase.

De facto, as suas tentativas de instigar mais dureza na sua equipa saíram um pouco pela culatra no início. Parece que tudo foi ultrapassado, mas a ênfase em ser um jogador duro permanece.

Enquanto os Bulls tentam continuar a construir um plantel com esse tipo de jogadores, perguntei a mim mesmo: “quem são os Bulls mais duros da história?” Na avaliação dos 5 jogadores mais duros, avaliei a resistência física e mental, para chegar a uma lista com a qual ninguém gostaria de entrar em guerra.

5
MICHAEL JORDAN
Shooting Guard (1984-1993, 1994-1998)

Se esta fosse uma lista dos melhores basquetebolistas de sempre, então Michael Jeffrey Jordan estaria no topo dessa lista. Na sua ilustre carreira de 15 anos na NBA, Jordan teve médias fantásticas de 30.1 pontos por jogo, juntamente com 6.2 ressaltos e 5.3 assistências.

É actualmente o quinto melhor marcador de sempre da NBA com 32.292 pontos, mesmo perdendo uma temporada no seu auge (1993/94) e ainda mais três temporadas quando se retirou pela segunda vez (1998-2001).

Ninguém precisa de uma aula sobre o quão bom era Jordan. É o melhor jogador da história (embora alguns insistam em discutir isso) e transcende a sua era, que tinha muitas outras estrelas.

Contudo, esta lista é sobre jogadores duros. E apesar de todas as suas conquistas, Jordan era excepcionalmente duro mentalmente. Uma vez após outra, Jordan fazia aquilo que mais importava, na altura mais difícil – nos momentos de pressão.

Ele excedia-se em alturas de pressão e queria a bola quando essa mesma pressão esmagava outros.

Um jogo serve de exemplo à dureza de Jordan, acima de todos os outros. O “jogo da gripe“.

Nas finais de 1997, com a série empatada 2-2, os Bulls foram para o importante jogo 5 com a sua super-estrela em dificuldades. Pensava-se que era uma gripe, mas mais tarde foi revelado que Jordan tinha uma intoxicação alimentar, resultado de uma pizza que comera na noite anterior.

Depois dos Jazz terminarem o primeiro período com uma vantagem de 16 pontos, Jordan pegou no jogo. Acabou com 38 pontos, 7 ressaltos, 5 assistências e 3 roubos de bola, incluindo um triplo que acabou por dar a vitória.

Houve momentos no jogo em que parecia que Jordan ia cair para o lado, e outros em que te perguntavas porque raios não estava no hospital ligado ao soro. Mas Jordan assinou uma tremenda exibição, demonstrando toda a sua dureza mental.

4
NORM VAN LIER
Point Guard/Shooting Guard (1971-1978)

Chegamos agora ao homem a que chamavam de “Stormin’ Norman” muito antes do general Norman Schwarzkopf. Mencionamos anteriormente a dureza que simbolizava as equipes dos Bulls na década de 1970 e Norm Van Lier era o filho mais forte dessas equipas.

Ele estabeleceu o tom para que essas equipas fossem um esquadrão mental e fisicamente difícil que tomaria a palavra a cada noite para representar o pessoal de colarinho azul de Chicago. Jogar com o máximo de esforço seria uma marca registada dessas equipas, pois elas recusavam-se a ser superadas por alguém.

Ele pode ser considerado pequeno pelos padrões de hoje (1.85 m, 78 Kg), mas qualquer falha de altura e peso foi mais do que compensada pela sua tenacidade.

Pensa em Bruce Bowen ou Patrick Beverley em termos de energia inflexível e estilo de jogo agressivo. Ele também foi um defensor implacável e foi nomeado para a primeira equipa defensiva da NBA três vezes e para a segunda equipa defensiva da NBA cinco vezes.

A sua atitude levou-o à cidade e rapidamente o tornou um favorito dos fãs numa equipa cheia de jogadores e personalidades agradáveis.

Talvez o motivo pelo qual ele era tão amado esteja exemplificado nesta citação de Jim Corno, presidente da Comcast SportsNet Chicago, numa história do Boston.com logo após a sua morte em 2009: “Ele vestia a camisola dos Bulls. Quando os Bulls jogavam bem, Norm ficava feliz. Quando eles não jogavam bem, ela sinta na pele.”

Infelizmente, a comunidade dos Bulls perdeu “Stormin’ Norman” cedo demais aos 61 anos, mas os fãs sempre se lembram dele pelas suas muitas contribuições à equipa.

3
RON ARTEST (mais tarde conhecido por Metta World Peace)
Small Forward (1999-2002)

Sinceramente, Metta World Peace faz o check-in no 3º lugar desta lista, em grande parte, por ser o Bull que eu menos gostaria de encontrar numa rua escura à noite.

Nascido Ronald William Artest, natural de Queensbridge, New York e produto da Universidade de St. John’s, cresceu num bairro difícil, descrito na musica de Mobb Deep. De facto, até o seu documentário “30 for 30” da ESPN é intitulado “Quiet Storm”, que foi uma das músicas mais populares de Mobb Deep.

Artest podia ter ficado mais acima nesta lista, mas pelo facto de ele ter jogado apenas dois anos e meio com os Bulls (foi trocado para os Indiana Pacers durante a temporada 2001/02 da NBA) ficou-se pelo 3º lugar. Embora o seu tempo em Chicago tenha sido curto, isso não o impediu de trazer um nível de dureza que muitos jogadores não tiveram.

O momento mais infame aconteceu com os Pacers em 2004, talvez na luta mais violenta que a NBA já viu. A 19 de Novembro, no Palace at Auburn Hills, casa dos Detroit Pistons, envolveu-se numa luta com Ben Wallace que finalmente se espalhou pelas bancadas.

Artest entrou numa luta com os fãs e mais tarde foi suspenso pelo resto da temporada. Se ainda não viste o vídeo completo de “The Malice at the Palace”, recomendo que dediques 10 minutos e vejas este vídeo.

Embora isso não tenha ocorrido durante o tempo em que esteve nos Bulls, chegou a resumir a volatilidade de um dos jogadores mais difíceis da NBA, que exibiu alguns, se não a parte mais violenta de sua dureza, enquanto jogava na Cidade Ventosa.

2
CHARLES OAKLEY
Power Forward (1985-88, 2001-02)

Outro membro dos Bulls que não teve uma longa passagem pela equipa, mas certamente deixou uma marca indelével em termos de dureza, não era outro senão o “Oak Tree”, Charles Oakley.

Antes de falarmos de Oakley, vamos rebobinar a cassete por um momento e reflectir sobre o facto de que, durante pelo menos meia temporada, Oakley e a Metta World Peace estavam na mesma equipa. Concedo que foi no final da carreira de Oakley, mas ainda assim – estes dois provavelmente podiam arrumar qualquer cinco da liga numa luta de UFC.

Oakley teve uma carreira assustadoramente simétrica nos Bulls, com médias de 10.6 pontos e 10.6 ressaltos por jogo nas suas quatro temporadas completas. Com 2.03 m e 102 Kg, Oakley era uma força intimidadora.

A NBA dá ao jogador cinco faltas antes de ser excluído do jogo, e Oakley aparentemente aproveitou cada uma delas. Mesmo quando não corria o risco de exclusão por faltas, ele ainda fazia a maioria delas – e, mais importante – ele fazia com que o adversário sentisse bem cada uma delas.

Novamente, embora a passagem de Oakley nos Bulls tenha sido curta, ele é inegavelmente um dos jogadores mais duros a vestir a camisola vermelha. Nunca recuou perante um adversário, o que geralmente resultava em confusão. Ficaram famosas as pegas com Karl Malone (muitas vezes) e uma vez deu um estalo em Charles Barkley.

Infelizmente para os Bulls, eles testemunharam a maior parte da sua dureza por um dos seus rivais mais ferozes nos anos 90 – os New York Knicks. Enquanto os Bulls venciam os Knicks nessas séries, sem dúvida alguns desses jogadores ainda sentem as batalhas com Oakley.

1
DENNIS RODMAN
Power Forward (1995-99)

Dennis Rodman foi o mais duro na história dos Bulls. Pessoalmente, eu não chatearia um tipo cujas alcunhas são “Dennis the Menace”, “Psycho”, “Rodzilla”, “Demolition Man” e “El Loco”.

Assim como os outros jogadores, o tempo que Rodman passou em Chicago foi curto, mas foi incrivelmente produtivo.

Foi parte importante do segundo tri-campeonato dos Bulls, com médias de 15.3 ressaltos por jogo. Não, não é um erro de digitação. Se um lançamento voltasse do cesto, provavelmente acabaria nas mãos de Rodman.

Rodman era um ressaltador tenaz que jogava com um nível de entusiasmo e agressividade inigualável que nunca mais se viu desde que deixou a liga em 2000. Mesmo na sua 14ª e última temporada na NBA, ele registou 14.3 ressaltos por jogo.

Lutava contra os adversário com unhas e dentes por cada ressalto ou bola perdida e raramente saia como derrotado de um lance. Não deve ter havido nenhum jogador na história da NBA melhor em um só aspecto como Rodman era nos ressaltos.

Também se pegou com adversários. Shaquille O’Neal, Allen Iverson, Will Perdue, Michael Jordan… A lista é extensa.

Parte do que o fazia tão bom era a sua disponibilidade para sacrificar o corpo para ganhar a bola. Fora do campo era extravagante? Lá dentro também. Se não fosse tão bom naquilo que fazia, jamais os Bulls o teriam mantido quando era mais que sabido que Jordan não falava com ele.

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