As avaliações da offseason de 2019

Agora que a offseason acalmou um bocado, olhemos de perto para os Chicago Bulls, avaliando tanto as escolhas no draft como as contratações.

Começou de uma maneira louca, e agora acalmou um bocado. A offseason de 2019 da NBA foi uma das mais agitadas de sempre, sem sombra de dúvida. Enquanto os Bulls não faziam grandes mudanças, o resto da liga andou em alvoroço.

Cerca de 30% dos jogadores trocaram de camisola durante o verão. O que fez o último mês um dos mais selvagens na história da NBA. Vimos Anthony Davis, Kawhi Leonard, Kevin Durant, Kyrie Irving, Kemba Walker, Jimmy Butler, Russel Westbrook, Paul George e Chris Paul mudarem de cenário – e apenas citámos alguns.

Qualquer que seja o rumo destes jogadores em 2019/20, o entretenimento está garantido. Isso é seguro. Os Bulls, contudo, foram incapazes de entrar nesta frenética mudança. Apesar disso, não significa que a offseason foi um fracasso total.

Chicago não tem sido o destino predilecto da free agency nos últimos anos, e em cima disso caiu para a 7ª escolha do draft de 2019. Estes dois factores jogaram contra os Bulls, mas Gar Forman e John Paxson acabaram por me impressionar mais do que eu esperava durante o verão.

Entre o draft e a free agency, os Bulls tornaram-se uma melhor equipa do que eram no ano anterior. Qual será o impacto destes movimentos? Vamos avaliar, começando pelo draft.

Nota do Draft: Bom +

A única razão de não dar um “Excelente” é pelo facto infeliz de os Bulls terem caído para a sétima escolha da primeira ronda, mesmo tendo terminado a temporada anterior com o quarto pior registo da liga.

Apesar disso, daria um “Bom +” em qualquer dia, especialmente porque os Bulls estão habituados a desapontar os fãs, no que às opções dos seus directores diz respeito.

Coby White com a sétima escolha, oriundo da Carolina do Norte (que tão boas recordações trás a Chicago), subiu na consideração dos especialistas na noite anterior ao draft. Parte da razão tem a ver com o “élan” que os bases a seguir a Ja Morant e Darius Garland não tinham. Mas os Bulls saíram-se bem com White.

Quiseram resolver o problema da posição 1 numa offseason, e White é parte definitiva desse plano. O “rookie” dá aos Bulls um base sem medo de marcar pontos. Aposta nos grandes lançamentos sem hesitação, e tem boas decisões quando sai do drible.

White é mais natural na posição que Kris Dunn, e o seu jogo multi-dimensional e habilidade de chegar ao cesto deverá pagar dividendos mesmo na sua época de estreia.

Na segunda ronda os Bulls escolheram o “big men” de Arkansas, Daniel Gafford. A profundidade nas tabelas parece muito melhor após essa escolha, e Gafford terá a capacidade de aparecer de imediato e oferecer soluções nessa zona.

Não acontece todos os anos uma segunda escolha do draft capaz de contribuir de uma maneira significativa na época de estreia, mas acredito que os Bulls conseguiram mais do que pagaram com Gafford. O poste é forte nas tabelas e um grande defensor do garrafão, com a habilidade de finalizar à volta do cesto.

Muitas vezes vemos uma segunda escolha a precisar de tempo para se desenvolver. E apesar de Gafford estar longe da perfeição, será capaz de jogar bastante tempo, e os fãs dos Bulls podem ficar esperançados acerca da fisicalidade e atleticismo que o poste trás ao jogo.

Nota da free agency: Satisfaz +

A nota da free agency reflecte, de certa forma, o nível de talento que estava disponível para aquisição. Isso não significa que os Bulls não tenham assinado com bons jogadores. Apenas significa que foram incapazes de assinar com alguém melhor que bom.

Começando com Thaddeus Young, os Bulls encontram versatilidade em qualquer posição. Young é um dos melhores companheiros de equipa que podes encontrar na liga. Dará a flexibilidade de jogar nas posições 3 a 5 se for necessário.

É um jogador do tipo “faz tudo” e não é especialmente fraco em nada. É o melhor em alguma coisa? Não necessariamente. Mas os Bulls conseguiram um bom jogador que ajudará a liderar os jovens na direcção certa.

A troca do base Tomas Satoransky poderá ser um dos movimentos mais “underrated” em toda a offseason. O antigo jogador dos Wizards apesar de ser um base na sua posição original, pode ser deslocado para os extremos.

Satoransky pode nunca superar White no início da época, mas tem experiência. Para quem não saiba, substituiu John Wall o ano passado e averbou médias de 11.8 pontos, 6.6 assistências e 4.6 ressaltos em 36 minutos de jogo. Também conseguiu 48% em lançamentos de campo, incluindo 39.5% da linha de três pontos.

Os Bulls também renovaram com Ryan Arcidiacono e Shaquille Harrison, deixando a posição bastante populada.

Por fim, os Bulls assinaram com o antigo poste dos Knicks, Luke Kornet. Ainda é um jovem, e trás a capacidade de lançar triplos à posição de poste, dando mais versatilidade à equipa naquela posição.

Versatilidade é o adjectivo da offseason dos Bulls, e executaram bem esse plano. Algum destes jogadores tem o potencial de ser uma estrela? Não. Mas têm o potencial de fazer a equipa melhor? Acredito que sim. Um trabalho decente dos directores dos Bulls na free agency.

Nota da Summer League: Satisfaz

A Summer League deste ano não foi excitante para a maior parte dos fãs, mas duas escolhas do draft deixaram alguma curiosidade. Vamos dar uma vista de olhos aos números dos quatro jogadores que são capazes de fazer parte da equipa.

White: 30.8 minutos, 15.0 pontos (34% lançamentos), 5.6 ressaltos, 4.8 assistências, 1.4 roubos de bola

Gafford: 25.0 minutos, 13.8 pontos (68% lançamentos), 7.8 ressaltos, 2.8 bloqueios

Hutchison: 26.3 minutos, 13.5 pontos (29% lançamentos), 6.5 ressaltos, 2.0 assistências, 1.0 roubos de bola

Harrison (1 jogo): 27.0 minutos, 14.0 pontos (46% lançamentos), 6.0 ressaltos, 2.0 assistências, 5.0 roubos de bola

A primeira coisa que salta à vista é a pobre percentagem nos lançamentos de White e Hutchison. Antes de tudo, é a grande razão para dar um satisfaz à Summer League. Ambos são capazes de mais em matéria de lançamentos, e espero que quando a temporada regular começar sejam capazes de melhorar estas percentagens.

A estrela do conjunto, quanto a mim, foi Gafford. Defensivamente foi a jogo todas as noites. De facto, disse a K. C. Johnson, do Chicago Tribune, que focou-se mentalmente primeiro na defesa. Disse que deixará o ataque vir até si, mas o foco está na defesa, a sua prioridade – e mostrou isso mesmo.

White mostrou algumas coisas engraçadas. Teve movimentos que não se parecem com nada que os Bulls tenham no seu plantel, e deixou razões para os fãs ficarem excitados com ele. A inconsistência nos lançamentos pode ser trabalhada (esperamos), mas o seu drible e capacidade de passe foram fantásticos a maior parte do tempo.

Tal como White, gostei de ver Hutchinson, aparte dos lançamentos. Fez tudo o resto bem. Provou ser um jogador com várias ferramentas e que terá mais minutos na sua segunda época na liga.

No geral, a offseason viu os Bulls a melhorarem o seu plantel e a fazer melhor decisões que no ano passado. Não há nenhum negócio do tipo Jabari Parker – para não mencionar que ele nem sequer faz parte da equipa. Chicago fez as melhores decisões que podia fazer, e os fãs devem estar relativamente satisfeitos com a maneira como o Verão correu.

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