Javonte Green floresce no maior papel da carreira

Javonte Green tem um movimento que gosta de fazer nos treinos dos Bulls.

Começa na linha de lance livre. Green chega-se à linha, lança, e quando a bola passa pela rede avança. Depois de bater uma vez no chão agarra a bola e afunda num movimento fluído – às vezes entre as pernas, às vezes com um moinho.

Treina como jogas“, diz Green depois de 14 pontos, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento na vitória por 131-117 contra os Atlanta Hawks.

Green joga, numa palavra, energeticamente. E freneticamente. E, talvez sendo honesto, por vezes de forma imprudente.

Green a afundar contra os Hornets a 30 de Novembro passado.

Mas, seja qual for o adjectivo que escolhas, não há como negar que é contagiante. Green já se fez notar entre os fãs e colegas de equipa por tentar afundar em qualquer ocasião em que chega ao cesto. Compensa o facto de ser um power forward baixo ao afundar nas tabelas com ferocidade, lutando contra bloqueios e tentando caçar desarmes e roubos de bola. Numa equipa cheia de pontuadores e organizadores, ele encaixa como uma ameaça defensiva e caçador de bolas perdidas. Características que têm ajudado os Bulls depois de terem perdido Patrick Williams no começo da temporada devido a lesão.

Posicionalmente, Green também adiciona vantagem à unidade que representa com muita habilidade e equilíbrio, mas às vezes também uma intensidade caótica.

Ele é um bom encaixe no grupo,” diz o adjunto Chris Fleming acerca de Green. “Temos vários tipos calmos que jogam à sua própria velocidade e o Javonte como que os obriga a acelerar um pouco de vez em quando.

Apenas quero fazer tudo o que o DeMar, Zach e Nikola não precisam necessariamente de fazer,” diz Green acerca da sua abordagem. “Defender o melhor jogador. Todas as pequenas coisas. Trazer-lhes energia. Porque eles vão marcar não importa como. Apenas quero tirar pressão deles.

Durante 28 jogos – falhou quatro devido à COVID-19 no começo de Dezembro – e 17 vezes no cinco titular, Green tem médias de 5.9 pontos, 4.3 ressaltos (97º na percentagem de rácio de ressaltos ofensivos) e 0.8 roubos de bola em 22 minutos por jogo. Tem também 50.8 % nos lançamentos e 37.5% nos triplos.

É de longe o maior papel que teve na sua carreira na NBA, que começou vinda do banco dos Celtics em 2019, e então passou para Chicago juntamente com Daniel Theis na última temporada. E já vai longe a passagem pela Europa depois de não ter sido escolhido no draft de 2015.

Mesmo a entrar na sua terceira temporada na NBA, que começou ao renovar com os Bulls por um contrato mínimo em Agosto, Green, de 28 anos, nunca pensou que o seu papel se iria desenrolar da maneira que está a acontecer.

Não é nada como imaginei,” diz Green. “Ao entrar neste ano, no campo de treinos, este Verão, estava a trabalhar no meu jogo. Certificando-me de que os Bulls sabiam que estava aqui a trabalhar. E apenas sentia que a minha mentalidade é de fazer o que for preciso para entrar em campo.

A maneira como se encaixou é um testamento ao sucesso da maneira como a administração construiu uma equipa de sucesso, e à habilidade de Green de se adaptar à posição de power forward, apesar de ser baixo e de raramente ter sido usado nesse lugar.

Ele é mais do que apenas um tipo enérgico para o grupo.

Ele trás um nível alto de tenacidade, especialmente na defesa,” diz Coby White. “Mas sinto que não recebe crédito suficiente pelo que faz no ataque.

Toda a gente sabe o que faz defensivamente. Anula adversários, vai ter com eles e faz o que for preciso. Mas ofensivamente ele abre muito espaço ao lutar nas tabelas, ao ser capaz de converter triplos, e também por ser capaz de progredir em direcção ao cesto – especialmente a sua movimentação sem bola que abre espaço para os outros, e na pressão que ele coloca no cesto. Penso que o seu valor ofensivo não é falado e o que faz por nós nos dois lados do campo.

Mas isso é fora do grupo. Os colegas de equipa de Green e os treinadores sabem, e ele também.

Eu sei o quando os meus colegas de equipa e os treinadores apreciam o que faço, e eles dizem-me isso,” disse. “Tudo o resto e irrelevante.

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