Um olhar sobre os números na recente quebra de forma

Janeiro tem sido um mês penoso para os Chicago Bulls, que perderam o primeiro lugar na Conferência Este no espaço de dez jogos enquanto lidaram com a ausência de três titulares.

Os Bulls venceram três jogos e perderam sete, incluindo derrotas com candidatos como os Warriors, Nets e Bucks. Zach LaVine voltou na vitória por 111-110 contra os Thunder e isso pode ter marcado um ponto de viragem para os Bulls – que se mantêm em segundo lugar no Este, com apenas meio jogo de atraso para os Heat – mas as últimas duas semanas de derrotas iluminaram áreas que necessitam de crescimento.

Vamos olhar para os números da forma recente.

107.1 – Pontos por jogo
O ataque dos Bulls manteve-se firme apesar da lesão e ausência de LaVine, cujos 24.9 pontos por jogo são a segunda melhor marca da equipa. Coby White ficou com parte desses pontos, conseguindo dez jogos seguidos a ultrapassar a dezena de pontos depois do ano novo. Ayo Dosunmu também ajudou nesse capítulo, incluindo um máximo de carreira de 24 pontos contra os Thunder.

46.18% – Percentagem de lançamentos
A pontaria dos Bulls desceu apenas um ponto percentual, mas encontraram dificuldades para marcar nos jogos contra Bucks e Magic. Os Bulls ainda lideram a liga na percentagem de triplos apesar de serem a equipa que menos lança do perímetro, mas a pontaria cai quando Lonzo Ball e Zach LaVine estão no banco.

A maior área de preocupação tem sido a falta de pontaria consistente entre o plantel. Por exemplo, Nikola Vucevic manteve-se fiel à sua média de 43.4%, mas conseguiu apenas 4 em 19 (21.1%) no jogo contra os Magic e 2 em 13 (15.4%) contra os Grizzlies. Coby White também sofreu nos últimos jogos conseguindo apenas 3 em 25 do perímetro nos últimos quatro jogos.

113.1 – Pontos sofridos por jogo
A defesa tem sido o maior problema para os Bulls, que eram a melhor equipa defensiva da NBA apenas algumas semanas trás. Os Bulls sofrerem 138 pontos em dois jogos seguidos contra os Nets e Warriors, um par de derrotas pesadas que mostraram falta de energia na defesa.

5 – Jogadores de fora
No pico da onde de lesões, os Bulls estiveram sem cinco jogadores chave: Zach LaVine, Javonte Green, Alex Caruso, Lonzo Ball e Derrick Jones Jr.

As derrotas tiveram impacto nos dois lados do campo já que os Bulls perderam dois dos seus melhores marcadores (LaVine e Ball) e três peças chave na defesa (Green, Ball e Caruso). As lesões de Green e Jones Jr. significaram que os Bulls estiveram sem os seus três melhores power forwards com Patrick Williams também de fora desde o início da temporada.

Os Bulls terminaram a sua recente viagem de três jogos com alguma boas notícias: LaVine e Green voltaram contra os Thunder, jogando eficientemente no primeiro jogo após lesão. Green irá continuar com os minutos limitados esta semana, mas ambos os jogadores estarão aptos para recuperar os seus papéis na equipa.

6-8 – Semanas sem Caruso, Ball e Jones Jr.
As notícias são piores, contudo, quando falamos de Caruso (pulso partido), Ball (menisco) e Jones Jr. (dedo fraturado). Os três devem ficar de fora entre seis a oito semanas. Caruso foi submetido a cirurgia na segunda-feira e Ball deve ser operado no final desta semana. Os três jogadores devem recuperar a tempo dos playoffs, mas o próximo mês vai ser um duro teste para os Bulls sem dois dos seus principais especialistas defensivos.

6 – Jogos sem Zach LaVine
A ausência de Zach LaVine prejudicou os Bulls por seis jogos. Era suposto falhar mais um, mas a estrela dos Bulls disse que estava farto de estar de fora. Depois de ver os Bulls perderem os seis jogos que falhou, LaVine insistiu em voar para Oklahoma City e regressar a jogo.

As contribuições de LaVine são maiores que os seus pontos e assistências – é a sua presença. Os Bulls jogam com mais velocidade e energia com ele em campo. E o seu movimento com bola deu a Vucevic mais liberdade para jogar.

1 – Jogo sem DeMar DeRozan
DeRozan ficou de fora contra os Thunder para um merecido descanso depois de ter marcado 41 pontos na noite anterior. O treinador Billy Donovan disse que foi rápido a tomar precauções para preservar a saúde dos seus melhores jogadores durante um mês de Janeiro sobrecarregado com jogo, incluindo jornadas duplas consecutivas.

Os Bulls conseguiram bater os Thunder sem o seu melhor marcador, mas a ausência de DeRozan foi sentida durante o quarto período. Se a vitória por 111-110 – na qual os Thunder conseguiram recuperar de uma desvantagem de 28 pontos para apenas 1 ponto – ensinou aos Bulls alguma coisa foi a importância que DeRozan tem nos minutos finais.

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